A vida monástica na visão de um monge inspirado(r) – 11/04/2023


Há muitos anos, recebi uma carta de um velho amigo budista do Ocidente. Nela, ele perguntou se eu estaria interessado em deixar a vida monástica e aceitar o cargo de professor de meditação em sua organização. Agradeci a oferta, mas recusei educadamente. Eu disse que me parecia que se eu fosse tolo o suficiente para deixar os mantos, não poderia ser sábio o suficiente para ser um professor de meditação budista.

Sempre encontrei alegria em poder viver minha vida dentro de uma forma definida pelo próprio Buddha. Para mim, a vida como um monge não é acessória à "prática real" da meditação, mas um elemento central no meu cultivo do Caminho Óctuplo. Viver como um monge é uma expressão de minha devoção ao Buddha e aos seus ensinamentos e da minha gratidão a ele.

Os budistas leigos receberam o mesmo Caminho Óctuplo que os monásticos. Não há ensinamentos esotéricos reservados para um círculo interno especial de discípulos ordenados. É uma alegria ver a prática do Dhamma não como um projeto pessoal, mas como uma forma de honrar o Buddha, expressando devoção a ele e gratidão. Não é apenas uma questão de sessões diárias de meditação – é toda a vida de uma pessoa. Significa cultivar uma retidão abrangente de visão, pensamento, fala, ação, meio de vida, esforço, presença mental (sati) e samādhi.

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