Compartilhando méritos com os que nos ensinam como não devemos agir - 22/09/2026
Um dia, em 1983, uma caixa de livros com uma carta chegou ao meu mosteiro, Wat Pah Nanachat. A carta continha um pedido de ajuda para traduzir as obras do famoso e um tanto controverso mestre, Ajahn Buddhadāsa. Queríamos ajudar, mas poucos monges tinham as habilidades linguísticas necessárias, e os que tinham não dispunham de tempo. Por fim, peguei um dos livros da caixa e me voluntariei. Naquele ano, passei o retiro das chuvas em um mosteiro popular entre os mosquitos, lá na fronteira com o Camboja. O abade desconfiava um pouco do projeto — ele o via como uma distração da meditação. A cada poucos dias, ele passava pela minha kuti na hora em que sabia que eu estaria trabalhando no manuscrito. Depois de ficar em silêncio me observando por alguns instantes, ele sempre dizia a mesma coisa: "Certifique-se de não cometer nenhum erro. Se cometer, você renascerá em um reino infernal". Eu não achei essas palavras tão encorajadoras quanto ele talvez esperasse. Mas agora percebo que ...









