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Anattā bate à porta - 28/03/2026

Muitos anos atrás, eu morava em uma pequena cabana na encosta de uma colina densamente florestada. Um dia, decidi subir o riacho que retumbava lá embaixo, inchado pela tempestade do dia anterior. Não foi uma subida fácil, e enquanto eu me arrastava de pedra em pedra, escorreguei e caí. Me encontrei de costas na água, sem fôlego, mas ileso, e de repente percebi o quão imprudente eu havia sido. Se eu tivesse quebrado uma perna, somente na manhã seguinte, quando eu não aparecesse para a coleta de esmolas nas fazendas lá embaixo, é que alguém poderia ter adivinhado que algo estava errado. Então, outro pensamento me ocorreu: como, afinal, eu havia feito um pouso tão seguro? Percebi que eu havia feito um movimento seriamente acrobático no ar. Não pude deixar de me sentir impressionado. Como monge, eu contemplo a natureza sem um eu do corpo todos os dias. Como o cabelo e as unhas crescem, o coração bate, o sangue circula, a comida é digerida, etc., tudo sem minha permissão ou controle — n...

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