Nimittas – perigos e possibilidades – 16/05/2023
Nimittas são fenômenos fabricados pela mente que os meditadores
percebem como formas, sons, odores, sabores ou toques. Eles frequentemente
aparecem na meditação quando os cinco obstáculos são abandonados. Sem surpresa,
considerando como os sentidos visual e auditivo dominam a consciência humana,
os nimittas visuais são de longe os mais comuns, seguidos pelos auditivos. Em
quase todos os casos, a prática mais sábia em relação a esse fenômeno é a
equanimidade. O meditador reconhece o nimitta simplesmente como um nimitta,
coloca-o de lado e retorna ao objeto de meditação.
Ao encontrar um nimitta, os meditadores devem evitar as armadilhas da fascinação, dúvida e medo. O fascínio pode ser uma forte tentação. Deve-se ter em mente que o fascínio por uma visão de um reino celestial é um obstáculo para o progresso na meditação, assim como o fascínio por uma visão de sorvete e chocolate. É o fascínio em si que é o problema.
Alguns nimittas podem ser úteis, particularmente aqueles que apresentam o corpo humano. Estes podem ser empregados como um veículo para desenvolver a meditação asubha, ou então para investigar as três características.
O nimitta mais importante é o ‘samādhi nimitta’: um sinal característico – na maioria das vezes composto de luz – que precede a entrada em samādhi profundo. Concentrar-se neste nimitta pode torná-lo uma porta para samādhi. Para praticantes avançados, isso pode até se tornar um atalho.
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