Desatando os nós do sofrimento - 11/06/2019

Seja qual for o objeto de meditação em que focamos, nosso desafio inicial é criar e sustentar uma relação entre a mente e o objeto, de modo que as impurezas mentais não possam surgir. Tal relação guarda muitas semelhanças com relacionamentos saudáveis no mundo externo - em ambos precisamos cultivar sinceridade, apreço e contentamento. A relação com o objeto de meditação é nossa âncora e refúgio. Não é uma fuga de nossos problemas, mas a provedora de um ambiente no qual as raízes de nosso sofrimento podem ser reconhecidas com plena consciência, sem medo, ansiedade ou aversão. Às vezes, nossos problemas simplesmente se dissolvem nesta luz da consciência. Em outras vezes, precisamos investigar a natureza impermanente, falha e desprovida de um eu de nossa experiência para que a libertação ocorra. Todos nós nos atamos em nós. A meditação nos permite desatar esses nós.

Comentários

Postagens mais visitadas