Nossas percepções sobre as pessoas - 25/06/2019
Aprender a se referir a fenômenos mutáveis por meio de nomes imutáveis foi um dos primeiros grandes triunfos da inteligência humana. Isso nos permitiu rotular sistemas complexos com palavras tão simples como rio ou eletricidade ou dinheiro. Como resultado, temos um meio eficiente e conveniente de pensar e de nos comunicar.
Mas há desvantagens. É fácil para nós esquecermos que existe uma diferença crucial entre um fenômeno em si e seu nome. Ao confundir os dois, perdemos de vista a impermanência subjacente de todas as coisas e, assim, perdemos o contato com a realidade. Muito sofrimento decorre desse equívoco.
Como budistas, devemos examinar regularmente nossas percepções sobre as outras pessoas. Conseguimos ver o que está por trás dos rótulos pelos quais nos referimos a elas? No mínimo, conseguimos ver como todos nós estamos unidos como companheiros no nascimento, na velhice, na doença e na morte?



Comentários
Postar um comentário