A prova dos nove do Dhamma - 24/01/2026
Recentemente, passei algum tempo conversando com estudantes. Observei como as pessoas podem ser tão inteligentes a ponto de construir máquinas que viajam para Marte, e tão estúpidas a ponto de terem preconceito contra outros seres humanos simplesmente por causa da cor de sua pele. A mesma pessoa pode obter um doutorado em uma universidade renomada e, ainda assim, ser incapaz de aplicar sua inteligência às tarefas mais básicas, como comer, descansar e se exercitar. Para ir além dessa bagunça usual entre inteligência e o seu oposto, precisamos da abordagem arredondada da vida dada pelo Buddha. Seus ensinamentos revelam nossas impurezas e pontos cegos, e nos dão ferramentas eficazes para lidar com eles. Ele aponta para o nosso potencial e nos mostra como alcançá-lo. Praticando o Dhamma, podemos harmonizar nossos mundos interior e exterior.
Alguém me perguntou sobre crenças. Eu disse que as ações do corpo, fala e mente são mais importantes. A história está cheia de pessoas que, em nome de seu deus ou filosofia, tratam os outros com grande crueldade e violência. Crenças elevadas não levam necessariamente a uma conduta sábia e compassiva. As crenças budistas são hipóteses verificáveis sobre nossa capacidade de abandonar o prejudicial (*), cultivar o saudável e purificar a mente. Coloque-as à prova. Suas ações serão a prova dos nove do Dhamma.
(*) NT: esses são ensinamentos escritos à mão. O termo 'prejudicial' (unwholesome), por um lapso, foi escrito originalmente como 'saudável' (wholesome). Posteriormente o autor enviou a correção e uma anotação: "por favor, não abandonem o saudável".



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