O medo que não paralisa - 31/01/3026
Refletir sobre todos os perigos que ameaçam a humanidade nos próximos anos pode parecer uma maneira segura de convidar estresse e ansiedade desnecessários para nossas vidas. Certamente, é melhor tentar permanecer no momento presente e simplesmente fazer tudo passo a passo, uma respiração por vez.
Bem, sim e não. Depende de como lidamos com esses perigos em nossas mentes. Em algumas ocasiões, o Buddha encorajou os monges a contemplarem a fragilidade de sua situação favorável atual, a fim de motivá-los em sua prática. Ele disse aos monges jovens e saudáveis para considerarem o quão mais difícil seria no futuro se esforçarem em reclusão quando afligidos por doenças e pela velhice. Ele apontou o quão difíceis suas vidas se tornariam se as aldeias locais fossem afetadas pela fome, agitação social, ou o que aconteceria se houvesse séria discórdia na Sangha.
O Buddha também apontou os perigos mais imediatos que poderiam ameaçar os monges praticando em reclusão. Eles poderiam ser mordidos por cobras venenosas, centopeias ou escorpiões. Poderiam repentinamente adoecer com intoxicação alimentar ou sofrer um acidente e quebrar um membro. Poderiam ser atacados por animais selvagens, como tigres ou leopardos. Poderiam ser maltratados por criminosos que se refugiam na floresta para planejar crimes ou escapar da captura. Poderiam ser maltratados por seres não humanos.
Em vez de ficarmos deprimidos ou ansiosos diante dos perigos, podemos considerá-los de uma forma construtiva. Ao contemplá-los calmamente, podemos aprofundar nossa apreciação das vantagens que temos agora e aproveitá-las o máximo que pudermos.



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