Sati na respiração, nos preceitos, na intenção correta - 24/03/2026

Ao tentar manter a respiração em mente, nos tornamos cientes de todas as condições que nos obstruem de fazer isso. Aprendemos como evitar que elas surjam e como deixá-las ir. Este princípio se aplica em outras áreas da prática. Ao manter em mente o quarto preceito, por exemplo, nos tornamos cientes de todas as intenções e racionalizações, dos desejos e medos, que nos levam a mentir. Isso nos dá o conhecimento de que precisamos para gradualmente purificar nossa fala. Seguimos os preceitos porque somos sábios o suficiente para ver seu valor, e ao segui-los crescemos em sabedoria.

Ao praticar a intenção correta (sammā saṅkappā), mantemos a firme intenção de habitar em pensamentos livres de má vontade, raiva e agressão, e nos tornamos sensíveis sempre que tais pensamentos surgem. Esta é uma prática especialmente importante em tempos de conflito. O medo facilmente leva ao ressentimento e à raiva que, se não expressos verbalmente, podem aparecer como pensamentos do tipo "bem feito para eles", “eles tiveram o que mereciam”, etc., quando o lado que vemos como “eles” sofre. Esquecemos de que nos entregar ao menor prazer no sofrimento, mesmo que das piores pessoas, cria uma mancha no coração.

Pensamentos de raiva, pensamentos de má vontade e agressão, apenas se estabelecem em nossas mentes porque lhes damos abrigo. Uma razão comum para fazer isso é acreditar que a única alternativa à raiva é a passividade. Isso não é verdade. A verdadeira alternativa à raiva é a sagaz e inteligente estabilidade da mente chamada upekkhā.

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