Aprendendo com as mangueiras - 04/04/2026

Em abril na Tailândia, as mangas amadurecem. Recordando meus primeiros anos aqui, o doce e fresco sabor das mangas 'okrung' e o calor de derreter o cérebro do mês mais quente do ano estão indissociavelmente ligados. Telhados quentes de zinco, nunca parar de suar — os bons velhos tempos.

Os ensinamentos do Ajahn Chah estão cheios de referências a mangas. Ele amava contar o conto Jātaka do rei que vê uma mangueira carregada de frutos num parque e decide voltar e comer algumas, depois de concluir seus negócios. No entanto, ao retornar, ele descobre que seus servos já haviam despojado a árvore, deixando galhos quebrados espalhados pelo chão. Olhando para uma árvore intacta próxima, o rei percebe que ela foi poupada do ataque porque não dava frutos. A ideia de que ele é como a grande mangueira se forma em sua mente, constantemente oprimido por conta de seu poder e riqueza, com a mente cheia de preocupações e ansiedades. Por fim, ele decide tomar a árvore intacta como sua professora, deixa o palácio para trás e torna-se um monge. Ele descobre a alegria da independência, de não ser ninguém especial.

Ajahn Chah também ensinava que, quando sati alcança a estabilidade de samādhi, ela é capaz de discriminar a natureza dos fenômenos de uma maneira muito natural e sem esforço. Ele disse que é como sentar-se confortavelmente à sombra da base de uma mangueira, enquanto alguém que subiu na árvore sacode mangas frescas. Você não precisa subir na árvore você mesmo; simplesmente pegue as maduras que caem à sua frente e ignore as podres.

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