Consciência sobre a ausência - 12/05/2026

Avaliar a nós mesmos e nossa prática com precisão, sem superestimar ou subestimar, não é fácil. O avaliador interior é apenas mais uma voz em nossa cabeça e, há muito tempo, não é uma voz particularmente confiável. Meditadores frequentemente dão importância demais a momentos ‘uau!’ e importância de menos a melhorias graduais.

Um exemplo de pessoa capaz de se avaliar com precisão é o chefe de família anāgāmī, Ugga de Vesali. Depois que o Buddha o elogiou à Sangha por possuir "oito qualidades espantosas e maravilhosas", um monge pediu a Ugga que as explicasse. O fato de ele ter conseguido fazer isso de maneira notavelmente comedida e objetiva poderia, sem dúvida, contar como uma nona qualidade espantosa e maravilhosa.

O sutta pode ser encontrado no AN 8.21. Aqui, vou apresentar apenas uma de suas qualidades, escolhida porque demonstra a consciência de Ugga sobre a ausência, algo que frequentemente nos escapa.

“Não é incomum que devas venham e me relatem: ‘Chefe de família, o Dhamma foi bem exposto pelo Abençoado’. Eu então digo a esses devas: ‘Quer vocês digam isso ou não, o Dhamma foi bem exposto pelo Abençoado’. Ainda assim, não me recordo de nenhuma exaltação mental surgindo porque devas vêm até mim ou porque eu converso com devas.”

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