A distinção vital entre coragem e imprudência — 02/06/2026

Ajahn Chah contou certa vez à Sangha como, quando era um jovem monge, em certa ocasião, literalmente fugiu de uma situação difícil. Aconteceu assim: ele estava passando um tempo com um apoiador leigo em um monastério deserto. Uma jovem viúva começou a levar o filho dela para oferecer comida a ele toda manhã. Depois de alguns dias ele ficou desconfiado das intenções da viúva em relação a ele. Ela parecia estar tentando usar o jovem filho, doce e adorável, como um meio de criar uma conexão entre eles. E estava funcionando. Ele estava sentindo uma atração crescente pela viúva. Numa noite Ajahn Chah acordou suando frio. Ele acordou seu companheiro leigo. Tão logo juntaram seus pertences, guiados pela luz da lua, eles partiram para a floresta.

Ajahn Chah sempre nos ensinou sermos corajosos e enfrentar nossos problemas. Você apaga o fogo onde ele está queimando. Ao mesmo tempo, ele nos ensinou sermos realistas, e reconhecer humildemente nossas limitações presentes. Se sabemos que estamos lutando uma batalha perdida, é melhor recuar para um terreno mais elevado e se reagrupar. Na verdade, Ajahn Chah não recuou do problema real — as impurezas mentais em seu coração — mas se retirou de uma situação que provocava essas impurezas em um grau ao qual ele ainda não estava pronto para enfrentar. Ao contar a história, ele nos lembrou a todos da distinção vital entre coragem e imprudência.

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