Amor à primeira vista – 16/06/2026

Ajahn Chah nasceu em 16 de junho de 1918 em uma pequena vila no nordeste da Tailândia. Ele entrou para a Sangha ainda jovem e, com pouco mais de vinte anos, partiu a pé de seu mosteiro local em busca de um mestre de meditação. Mais de um ano depois ele chegou até Luang Pu Man, o fundador e maior figura da Tradição Tailandesa da Floresta. Alguns dias na presença do mestre foram suficientes para dar a Ajahn Chah uma compreensão vital e inspiração para toda a vida. Em 1954 ele fundou um mosteiro na floresta a poucos quilômetros de sua vila natal e viveu lá até sua morte em 1992.

Num fim de tarde de 1978, Ajahn Chah estava sentado embaixo de seu kuti conversando com alguns monges. Era dia de lua cheia. A recitação do Patimokkha tinha terminado e uma sessão de prática que duraria a noite toda estava por vir. Um monge se aproximou, fez uma reverência a Ajahn Chah e apresentou um postulante de túnica branca, recém-chegado da comunidade filial da Inglaterra. Ajahn Chah olhou para o jovem ocidental e fez um gesto para que ele se aproximasse. O jovem se arrastou de joelhos em direção a Ajahn Chah, que lhe deu a xícara de chá de ervas que estava bebendo. Mais tarde, o jovem tentou descrever como se sentiu durante aquele primeiro encontro. Ele disse que foi como encontrar uma flor fresca num mundo de flores de plástico, um instrumento musical perfeitamente afinado num mundo de instrumentos desafinados, um espelho, uma montanha, uma fonte de água fresca da nascente. O jovem nunca se cansou dessas comparações e acrescentou mais ao longo dos anos seguintes. Já como um monge idoso, um adolescente lhe perguntou se ele acreditava em amor à primeira vista. Ele respondeu: “Por coincidência…”

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