Amor à primeira vista – 16/06/2026
Num fim de tarde de 1978, Ajahn Chah estava sentado embaixo de seu kuti conversando com alguns monges. Era dia de lua cheia. A recitação do Patimokkha tinha terminado e uma sessão de prática que duraria a noite toda estava por vir. Um monge se aproximou, fez uma reverência a Ajahn Chah e apresentou um postulante de túnica branca, recém-chegado da comunidade filial da Inglaterra. Ajahn Chah olhou para o jovem ocidental e fez um gesto para que ele se aproximasse. O jovem se arrastou de joelhos em direção a Ajahn Chah, que lhe deu a xícara de chá de ervas que estava bebendo. Mais tarde, o jovem tentou descrever como se sentiu durante aquele primeiro encontro. Ele disse que foi como encontrar uma flor fresca num mundo de flores de plástico, um instrumento musical perfeitamente afinado num mundo de instrumentos desafinados, um espelho, uma montanha, uma fonte de água fresca da nascente. O jovem nunca se cansou dessas comparações e acrescentou mais ao longo dos anos seguintes. Já como um monge idoso, um adolescente lhe perguntou se ele acreditava em amor à primeira vista. Ele respondeu: “Por coincidência…”



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