Bondade — uma mente que vê com clareza - 30/06/2026

Viajando pela Índia novamente na última semana, voltei a um dos meus livros favoritos, The Compassionate Life [A Vida Compassiva], de Marc Ian Barasch. No capítulo sobre altruísmo, Barasch se refere à socióloga Kristen Renwick Monroe e como o estudo dela sobre as pessoas que ajudaram judeus a escapar dos nazistas refutou a ideia de que todo altruísmo é egoísmo disfarçado, voltado em última instância a fortalecer o patrimônio genético.

As pessoas corajosas com quem ela conversou ofereceram o que Monroe chamou de “refutação dramática da ‘hipótese da seleção de parentesco’”. Ela explicou: “Cada um dos socorristas sabia que estava colocando seus familiares em risco através de suas tentativas de ajudar os judeus. Sob a política nazista de kith and kin [amigos e parentes], seus parentes, incluindo até mesmo seus filhos mais novos, poderiam ser mortos por causa de suas ações. Isso significava… que aqueles que compartilhavam os genes dos socorristas poderiam ser mortos por causa das ações dos socorristas. Os nazistas, portanto, tentaram usar a biologia para dissuadir os socorristas, mas não tiveram sucesso.”

Monroe descobriu que os socorristas do Holocausto não se consideravam especialmente virtuosos. Ela concluiu que as atividades deles eram resultado de uma convicção inabalável de que “todos os seres humanos pertencem a uma… família… formando um núcleo tão central de sua identidade que não lhes deixava escolha em seu comportamento em relação aos outros”.

Da perspectiva budista, dizemos que a bondade é a expressão natural de uma mente que vê com clareza.

Comentários

Postagens mais visitadas