Equanimidade: um pilar para a mente - 06/06/2026

Num iate, a quilha é um lastro subaquático. A quilha impede que o vento empurre o iate para o lado e ajuda o iate a navegar com eficiência contra o vento. A quilha contém lastro, que estabiliza o iate. A quilha é uma boa analogia para a equanimidade.

Assim como um pilar profundamente cravado na terra, a imobilidade do pilar não depende só do material de que é feito. A profundidade até onde o pilar se estende abaixo da terra é um fator crucial. Da mesma forma, a força da equanimidade depende de quão bem ela está enraizada na sabedoria.

Os ventos mundanos que açoitam a mente humana nunca estão parados, mas com sati e sabedoria eles perdem o poder de nos arrastar. A equanimidade nos dá lastro e ancoragem. Ao perceber como o ganho é inseparável da perda, adquirir status de perdê-lo, prazer de dor, e elogio de crítica, não damos tanta importância a eles na vida. Ao não nos obcecarmos com coisas instáveis, a mente fica mais estável. Compreendendo como as coisas mudam de acordo com causas e condições, não ficamos eufóricos quando tudo vai bem nem deprimidos quando não vai. Não é que a gente escolha manter a mente equilibrada, e sim que o equilíbrio surge naturalmente quando sati e samādhi são guiados pela sabedoria.

Outra imagem: um enorme elefante branco olha para baixo e vê cachorrinhos bravos mordiscando seus pés. O elefante sente algo, mas é como se não fosse nada, e ele continua caminhando, imperturbado.

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