Não é uma questão de QI - 04/07/2026

Num dos primeiros episódios de Evam, o drama de TV muito aguardado ambientado na época do Buddha, o antagonista, Mohan, é desdenhoso. Ele insiste com seu grupo de jovens mercadores que os monges budistas que eles veem ao redor de Sāvatthī podem parecer bastante inspiradores, mas, na verdade, eles estão apenas encenando uma falsa devoção em público para atrair apoiadores e doações. Ele aposta uma moeda de ouro que consegue convencer o monge que caminha em direção a eles (Vīra, o herói de Evam) a abandonar a vida monástica em até três dias.

Mohan conhece Vīra há alguns anos e não demora para conseguir puxar conversa com ele. Ele fala fluentemente sobre como a vida celibatária é antinatural, sobre o quanto de prazer Vīra está perdendo. Mas Vīra não se intimida com Mohan como antigamente. Em certo ponto, ele aponta para onde Mohan coça distraidamente uma picada de mosquito:

"Olha, meus mestres dizem que se entregar à luxúria é como coçar uma coceira. Você até sente algum prazer com isso, com certeza. Mas não dura, e quanto mais você coça, pior a coceira fica."

Mohan: "E o que acontece se eu não me importar com a coceira? E se eu achar que o prazer de coçar vale a pena? E se eu achar que, no mundo real, sendo honestos, essa felicidade que obtemos pelos sentidos, mesmo que seja imperfeita, é tudo o que existe?"

"Mas não é", diz Vīra, "existe a felicidade sublime de não ter coceira para coçar." Mohan não consegue aceitar. Ele é um jovem inteligente, mas esta não é uma questão de QI.

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