Alguns versos do Tuvataka Sutta - 04/08/2026

Alguns dos poemas mais belos e profundos nos discursos do Buddha aparecem no Sutta Nipāta. No Tuvataka Sutta, um jovem asceta pergunta sobre o objetivo mais elevado da vida monástica e o modo correto de viver como monge. Gostaria de compartilhar com vocês algumas linhas da resposta do Buddha.

"Que aquele com sabedoria corte fora (a presunção) 'eu sou', a raiz de toda proliferação. Quaisquer que sejam os desejos que existam internamente, estando sempre atento, que se treine em subjugá-los."

"Não se deve permitir que aquilo que é conhecido, interna ou externamente, dê origem à rigidez, pois isso não é chamado de (verdadeiro) cessar pelos bons."

"Não se deve, por causa do próprio conhecimento, considerar-se superior ou inferior aos outros, ou igual a eles."

"Deve-se alcançar a paz internamente, não buscá-la através dos outros. Para aquele que está em paz consigo mesmo, não há nada a que se apegar, muito menos algo a ser afastado."

"Assim como no meio do oceano nenhuma onda se levanta e o oceano permanece calmo, assim também se deve permanecer inabalável e sereno."

Sobre a conduta correta, o Buddha diz:

"Ele não deve deixar seus olhos vagarem para onde quiserem; deve fechar seus ouvidos à fofoca da vila. Não deve cobiçar o sabor (de comidas refinadas) e não deve considerar nada no mundo como 'meu'. No meio de contatos desagradáveis, ele não deve lamentar. Não deve ansiar por nenhum estado de existência. Não deve tremer em condições assustadoras."

"Um monge deve treinar com sati. Tendo conhecido o cessar como alívio, ele não deve ser negligente nos ensinamentos de Gotama."

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